quarta-feira, abril 11, 2007

Podemos ser vistos como planetas. Rodando, concêntricos, tudo em nós ganha um fulgor luminoso quando a volta se completa. É o da compreensão intrínseca ao ser. Num universo largo, nossa viagem obscurece-se facilmente entre outros grandes rochedos derivando. É necessário recuar no espaço para que o tempo nos esclareça, conjugando zonas de espaço que são memórias da jornada antiga de sempre. Vivemos, metades esquecidas, recíprocamente. Simples, a poesia é a curto prazo o sentimento de cada uma. Complexa, a vida - a curvatura, erodindo-se árida pela algidez nocturna, perdendo-se indefinidamente.